“Ação recíproca de dois ou mais corpos uns nos outros”. Direto e sem rodeios, é assim que o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis define o termo “interatividade”. Ah, se fosse rápido assim...
Fazer o consumidor interagir com a marca tornou-se uma preocupação crucial em qualquer reunião de estratégia - opa, outra palavrinha importante. Calma, não é tão obscuro como parece e a resposta pode estar mais perto do que se imagina.
Pergunte aos consumidores mais jovens como seria a vida se não pudessem interferir 24/7 em suas rotinas. Com certeza diriam: “não seria!” Exemplos animadores não faltam: séries de TV estimulam a participação dos espectadores nas tramas, revistas publicam conteúdo de leitores, sites desenham formatos inventivos e personalizáveis, vídeos publicitários são criados por usuários e Alternate Reality Games instigam a curiosidade de uma massa cada vez mais participativa.
Em outras palavras, o conceito “proibido tocar”, que durante décadas impediu o consumidor de se aproximar de um produto em exposição, jamais poderá ser aplicado às novas gerações. Argumentos fortes, vontade de mudar, coragem pra contestar e opinião multiplicadora?
Isso, sim, nossos consumidores têm de sobra.
No entanto, todas essas qualidades - sim, são qualidades! - precisam estar centrifugadas na comunicação que é lançada ao consumidor. É preciso confiar em sua ansiedade por interação e, com isso, desenvolver modelos não-arcaicos e que criem aderência para a marca.
Aliás, se pensarmos com cuidado, perceberemos que a frase que inicia este post não está errada: o processo interativo é mesmo composto por uma ação recíproca de dois corpos. Só faltou dizer que, para a engrenagem continuar trabalhando, é importante que nenhum deles faça corpo mole.
Interagiu?
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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