Você chegou ao trabalho, checou seus e-mails e viu um link legal enviado por um amigo de confiança com a estimulante frase: “psc, site imperdível”. Curioso, correu para acessar o tal site e realmente se surpreendeu com o visual: efeitos modernos, movimentos rápidos em flash, direção de arte impecável e um surreal espetáculo cromático. Brincou um pouco com os ícones animados que pulavam (esticavam, rodopiavam e sumiam) na tela e, por fim, saiu do site e voltou à vida normal.
Isso é o que costumamos fazer quando encontramos algum site “imperdível”. O problema é que, na maioria das vezes, não voltamos a visitá-lo. Animamos nossa rotina por alguns instantes e... só. Se você ainda não percebeu a gravidade da situação, imagine por um momento que sua marca esteja vinculada a esses “instantes e... só”. Assustou? Tem mais...
Usuários – e não estamos falando somente em nome dos jovens – querem conteúdo. Ponto. Permitir que os visitantes do seu site absorvam opiniões, informações, comentários e argumentos os incentivam a fazer parte da discussão. Aliás, fugir é o pior caminho. No mundo moderno, ninguém mais engole conceitos sem antes digeri-los, mesmo que às vezes as conclusões não “caiam bem” para os envolvidos (natural na democratização do conteúdo).
Agora, e se você pudesse comparar um site que prioriza o conteúdo e um site “virtuoso de um clique só”? Com o Alexa é possível definir até cinco sites, escolher o intervalo de tempo que deseja visualizar e acessar o gráfico de visitação. Além de se divertir comparando sites em períodos históricos – não deixe de conferir a linha que marca a ascensão do Orkut no Brasil – você pode enfrentar a missão de buscar sites megalomaníacos que mantenham acesso constante.
Mas se a sua teimosia é imbatível e o que importa para seu site são os prêmios, vá em frente, levante a medalha. Insistir em páginas sem conteúdo ou que permanecem imutáveis ao longo do tempo podem fazer de você o primeiro colocado em uma categoria cheia de concorrentes: a “one-visit-only”.
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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