“Gosto de comprar o CD, sentir o plastiquinho, folhear as páginas do encarte e, ah... a melhor parte, ouvir cada faixa enquanto decoro a minha estante com mais uma caixinha...”
Epa! Pára tudo! Sabemos que a frase anterior, mesmo que transborde orgulho para alguns saudosistas, já não representa mais a voz da nova geração de consumidores. E nem adianta ameaçá-la com agulhas de vinil... muitos de seus representantes nem chegaram a conhecê-las.
Claro que isso não significa hastear bandeiras piratas ou empurrar a indústria fonográfica em direção à tabua – principalmente porque isso soaria desafinado para o mercado. O mais importante nesta transformação é entender que o consumidor moderno está livre para escolher, compartilhar e, principalmente, decidir sobre o conteúdo que apóia.
Isso soa catastrófico? Não pra quem entende o que esta geração representa. Há tempos o Pearl Jam permite que os fãs customizem CDs online com os shows que faz em cada cidade. O mercado crucificou a alternativa como sendo repetitiva e falível, já que os shows representavam as músicas de uma mesma turnê. O que o consumidor achou? Adorou ter em mãos cada coro que ajudou a construir em sua cidade.
O Radiohead disponibilizou as faixas de um dos seus discos para download na Internet, deixando que o consumidor decidisse o preço que pagaria. O mercado condenou a alternativa como absurda e nada lucrativa. O resultado? Foram feitos 1,2 milhão de downloads na primeira semana, gerando um lucro de aproximadamente 10 milhões de dólares. Ah! E depois o Radiohead ainda lançou duas competições online para seus fãs: criar um clip da banda em animação e remixar um dos singles do grupo.
Quer seguir o ritmo e mostrar que sua marca tem talento? Vá fundo em novas alternativas de distribuição, conteúdo participativo, informação em diferentes mídias, customização de produtos e preços flexíveis.
Isso, sim, ajudará sua estratégia a soar como música aos ouvidos do consumidor.
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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