Música faz parte da vida...
Mesmo desafinados, já damos o primeiro berro no nascimento (nossas mães até achavam que seríamos cantores com base naquela “singela” demonstração). Crescemos e aguçamos os ouvidos, aprendendo a reconhecer quais ruídos deveríamos filtrar ou não. Crescemos mais (ué, ciclo de vida...) e começamos a vasculhar nossa própria essência para definir os ritmos que viveríamos em cada momento.
E foi em busca de respostas que explicassem o comportamento jovem com a música, que a University of Hertfordshire conduziu uma pesquisa sobre o tema.
No total, 1.158 jovens entraram na pesquisa, mas apenas 773, quantidade que respondia aos critérios do projeto, concluíram o questionário. A amostragem incluía ingleses de diferentes idades, a partir dos 14 anos.
As principais descobertas foram:
- Existem dois tipos de relacionamento: emocional e experimental. No primeiro caso, fãs conectam-se com a música e/ou artista, desenvolvendo vínculos fortes que os incentivem a pagar mais por um ticket de show, CDs originais e produtos da banda. No relacionamento experimental, o que vale é explorar novos caminhos, investigar, procurar, tentar e recomendar aos outros. O valor para o jovem, neste caso, é o acesso a maior quantidade de música possível, experimentando e distribuindo suas percepções entre seus grupos sociais.
- Tecnologia é o principal facilitador da multiplicação de músicas. De acordo com a pesquisa, a maior parte das músicas baixadas da Internet é copiada para o disco rígido dos entrevistados, sendo que apenas uma minoria distribui novamente estas músicas.
- A pesquisa indica que oferecer acesso a algumas músicas, permitindo sua experimentação, troca e recomendação, por um preço razoável, seria interessante. 80% daqueles que admitiram baixar músicas ilegalmente disseram estar preparados para legalizar o que fazem, mesmo que isso signifique pagar por este conteúdo.
- Os entrevistados disseram gastar 60% do orçamento em shows, considerando estas apresentações a maior experiência musical que vivem.
- Menos da metade dos entrevistados conhecem as leis de direitos autorais. Aqueles que conhecem acabaram buscando informações em fontes informais (amigos e sites).
- Metade dos entrevistados tocam algum instrumento musical, sendo que um terço destes faz upload de suas próprias músicas em redes de relacionamento. São eles os entrevistados que têm maior consciência sobre as leis de direitos autorais.
Algumas conclusões da pesquisa podem parecer previsíveis, outras não (vai dizer que você sabia que 73% dos jovens levariam sua coleção de música para uma ilha deserta?).
O importante é sempre lembrar que estes comportamentos devem reverberar nas estratégias de qualquer marca...
(sempre no volume máximo).
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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