O que acontece quando colocamos em uma mesma sala, durante 3 horas, o Diretor de Criação da Marvel, a equipe de Projetos Especiais da Editora Abril e as mentes famintas do planejamento da Agência Decidindo?
a. ( ) Comidinhas deliciosas b. ( ) Astral de amigos de longa datac. ( ) Perguntas e respostas afiadasd. ( ) Faíscas de pensamento criativoe. (x) Todas as respostas anteriores
O I Debate Criativo da Decidindo não poderia ter sido mais relevante. De um lado, o bem-humorado Luke Ross, artista responsável pela modificação do personagem do Homem-aranha e atual desenhista do Capitão América. Do outro, as divertidas Viviane Palladino e Josi Campos, responsáveis pelos Projetos Especiais da Editora Abril.
Se os infográficos das meninas e as inúmeras folhas com ilustrações de Ross (que também tem cara de menino) já esbanjavam competência, criatividade e riqueza de detalhes, ainda havia espaço para comentários pertinentes e invejavelmente verdadeiros.
Conversamos sobre o famigerado “briefing” e confirmamos que, mesmo que constantemente humilhado, sempre será de vital importância em qualquer processo criativo. Vibramos com as possibilidades reais (Luke é prova disso) de se manter um relacionamento com o cliente, baseando esta confiança no potencial criativo de quem oferece a solução.
Entendemos com Viviane e Josi que educar todos os envolvidos no processo conceitual é a melhor forma de mantê-los informados sobre sua execução e limites – a argumentação ignorante é letal para o pensamento inovador.
Descobrimos ainda que todos nós temos muito a aprender com essa tal “resiliência”. Além de educar nossas emoções contra o que acreditamos ser um atentado aos valores que defendemos, ela nos ensina que o talento que protegemos pode (e deve) sofrer inovações contínuas com base nas críticas que desmerecemos. Teimosia e criatividade são layers que não combinam.
No final, percebemos que aqueles amigos que dividiam argumentos e pães de queijo em nossa agência sentiam-se muito à vontade em dividir também estas percepções. A autenticidade que transpiravam, talvez um dos principais motivos para o sucesso e reconhecimento que vivem diariamente, também foi percebida por nós e serviram de motivação instantânea.
Terminadas as risadas, saímos do nosso encontro querendo distribuir idéias e convicções. Como disse Josi sabiamente: “problemas a gente tem em casa, nunca no trabalho.”
*Ah! A ilustração irada deste post foi feita por Luke em um dos armários da agência. Valeu, cara!
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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