“É muito fácil culpar as agências pelos trabalhos medianos que estão no ar. Mas não há como desvincular a responsabilidade do cliente por um mau trabalho, seja pelo briefing pouco claro, pela burocracia do processo de construção de um determinado posicionamento ou, finalmente, por ter aceitado e aprovado uma campanha ruim.”
Já leu? Então, respire, conte até dez e releia em voz alta para quem estiver ao seu lado.
O comentário de Regina Augusto, Diretora Editorial do Meio & Mensagem, na edição do dia 12 de janeiro, escancara um discurso que parecia proibido e condenável a chibatadas na masmorra criativa que envolve clientes e agências. E acredite, amigo, não estamos em celas separadas.
A verdade é que o editorial busca mostrar que talvez (o “talvez” é por nossa conta) aquele conceito que deveria jorrar inovação, inventividade e impacto, pode ter sido alvo de distorções antes mesmo de balbuciar sua relevância. Em pouco tempo, aquela idéia que deveria transbordar criatividade acaba se tornando rasa, comum e apática. E acredite, não é este tipo de experiência pelo qual o mundo implora.
Sem pisar em ovos e respeitando a argumentação que possa surgir deste ponto em diante, segue o pedido: por mais irônico que possa parecer, o editorial não deve ser entendido pelos clientes como ato de arrogância ou extremismo por parte dos criativos.
Na verdade, a explosão de argumentos que pode surgir do episódio terá uma função fundamental na discussão: ou clientes e agências começam a atuar de forma sinérgica, comprometida e confiante (relacionamento é isso, lembra?) ou a própria percepção dos consumidores sobre as marcas que “um dia” surpreenderam pode tornar-se obsoleta. Ninguém quer isso.
Então lá vai: confiem uns nos outros, deixem as portas sempre abertas - sejam elas da agência ou do cliente –, ouçam sem preconceito e relaxem!
Como diz o ditado, “pra comer fora de casa é preciso confiar no cozinheiro”.
Para ler o editorial completo, clique aqui!
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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