- Parabéns pela gravidez!- Obrigada!- Já escolheu o nome?- Ainda não.- Tá esperando o que?- O Google decidir se vale a pena...
Google virou poder. Busca rápida. Verbo. Virou você. Até para procurar informações sobre “como viver sem o Google” você vai precisar acessar o robozinho dos caras. Exagero? Então pergunte para Marie-Françoise Gaouyer (não sabe quem é? Procura no Google...) o que pode acontecer com quem não se antecipa.
A Sra. Gaoyer é a prefeita de uma região turística localizada na Alta Normandia. Até aí tudo bem. O problema começa quando descobrimos que a distinta região francesa se chama “Eu”. Dê risada, mas o que para nós soa apenas curioso, para a prefeita se tornou um grave problema econômico.
O principal motivo é que a cidade não aparece nos resultados do Google como esperado. A resposta do Google indica páginas relacionadas à União Européia ou sobre uma das conjugações do verbo francês “avoir”, mas não com a cidadezinha de Eu, que afirma já ter reduzido em 33% sua receita turística.
A prefeita tem agora duas opções: criar um rombo no dinheiro público e pagar links patrocinados ou mudar de vez o nome da cidade. Já que os links seriam uma proposta vitalícia e absurdamente cara, a prefeita já está considerando a mudança definitiva do nome, que levaria 5 anos a partir da data da aprovação do Governo.
Se você está se angustiando com a possibilidade da sua marca viver algo parecido, nem adianta se estressar ou correr para pensar em um nome bem criativo. Consulte o Google e comece a se planejar.
Um futuro com respostas certeiras depende disso.
Quer conhecer a cidade de Eu e ajudar o Google a encontrá-la? Acesse o site da prefeitura clicando aqui.
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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